Elaboração de Currículo para Estrangeiros

Nos três meses seguintes à chegada de meu marido ao Brasil, enquanto aguardávamos a chegada do Registro Nacional do Estrangeiro definitivo dele, bem como a nova anotação do prazo de validade da Carteira de Trabalho, fiquei incumbida de pesquisar sobre currículos e os formatos mais utilizados e apreciados pelos recrutadores. Por mais que ele tivesse um currículo pronto em inglês, que era o utilizado até então lá no país dele, achei melhor reformular tudo e comecei praticamente do zero.

Pois bem, o que eu fiz? Minha área de formação é completamente diferente da área de formação de meu marido, eu sou de humanas e ele de exatas, ou seja, eu era praticamente uma analfabeta no assunto e não sabia por onde começar. Antes fosse somente uma simples tradução do inglês para o português, que bom seria, tudo muito rápido e simples, mas não. Como não queria escrever asneira no currículo dele, lá fui eu fazer uma extensa pesquisa para me familiarizar melhor sobre o assunto e fazer a devida comparação com o currículo que meu marido tinha. Como a ignorância estava bem grande e me impedindo de prosseguir com mais agilidade, procurei no Google currículos de profissionais que exercessem a mesma profissão para começar a me situar. Copiei e colei absolutamente tudo que apareceu em minha frente em um documento do Word para poder fazer uma peneira dos termos e jargões depois.

Por que eu fiz isso? Primeiro porque eu não manjava nada sobre como elaborar currículo. O meu estava, inclusive, mega desatualizado naquela época, e hoje faço de olhos fechados e até ajudo outras pessoas revisando o currículo delas, mas até chegar a esse nível demorou um pouco. E mesmo manjando do assunto, volta e meia mudo uma coisinha aqui, outra ali no currículo de meu marido. E sim, faço tudo sozinha, ele não me ajuda nisso, porque eu simplesmente não quis e também porque acabei me “especializando” no assunto. Claro que ele opinou em vários pontos e revisou a redação da parte técnica, porque, afinal, é experiência profissional e acadêmica dele, não minha. Hoje em dia, já bastante familiarizada com o ofício dele, eu mesma reviso essa parte mais técnica.

Então imprimi aquelas páginas todas com as informações e currículos de gente que nunca vi na vida e depois me debrucei para analisar e estudar tudo aquilo. No começo foi difícil, muitos termos técnicos que eu não entendia e que eu continuei sem entender por um bom tempo, mas o marido também foi me ajudando, esclarecendo dúvidas, explicando as coisas, então aos poucos foi ficando mais fácil. Eliminei os currículos que não tinham nada a ver e fui separando os similares que iriam ajudar na tradução e na elaboração de um texto bem bacana para ele.

Demorou uns dois, três meses para sair algo, porque fiz com calma, atenção e também porque não tinha muita pressa, pois nem português ele falava direito à época, então não adiantava mandar currículo nenhum tão cedo.

Fiz várias modificações no formato do currículo ao longo do tempo, porque fui me atentando a vários detalhes que antes me escapavam, e mesmo anos depois, ainda faço isso. Não tem muito segredo, você deve apenas procurar saber o que um recrutador quer ver em um currículo e na internet há milhares de sites e canais dando dicas. O que eu fiz foi um apanhado de tudo que pesquisei, e o que mais tem são sites dando dicas de como elaborar currículo. Quanto ao conteúdo, procurei me concentrar em usar termos e jargões da área adequadamente e foi por isso que pesquisei currículos. Se você tiver preguiça de fazer o que eu fiz, simplesmente abra um site de oferta de emprego e leia a descrição das vagas de seu interesse que aparecerem por ali. Você poderá usar a descrição da atividade para te ajudar na tradução do currículo.

Não esqueça que currículo é parte fundamental do processo de seleção inicial, se for mal elaborado ou redigido, não passa nem da triagem, e dizem que o recrutador leva apenas alguns segundos para decidir se continua lendo ou passa para o candidato seguinte. É pelo currículo que você vai chamar a atenção do recrutador, mostrando que tem algo mais a oferecer, despertando o interesse dele pela forma como você se apresentou profissionalmente pela sua escrita. Se você não receber nenhuma ligação para entrevista em, no máximo, dois meses, mesmo enviando seu currículo com a assiduidade necessária, pode saber que, ou o currículo está mal redigido, o que é o caso grande parte das vezes, ou a sua experiência é pouca, não suficiente ou não está de acordo com as vagas para as quais você está se candidatando.

Você também pode pagar para um profissional especializado elaborar o currículo para você, ou então para revisá-lo, o que talvez seja uma opção mais em conta e interessante. Minha dica é, faça com esmero e capricho, como se fosse um trabalho que lhe custa a vida, pois um currículo bem escrito, estruturado e elaborado tem o poder de deixar vários concorrentes para trás.

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