Apressar o Casamento com Estrangeiro ou Adiar um Pouco Mais?

Essa é a pergunta que aflige a maioria dos casais, que prefere, em geral, se casar logo para diminuir a distância e facilitar o trâmite dos processos de visto e permanência, seja no Brasil ou no exterior. Mas será que essa é a decisão mais adequada? Vamos analisar.

Eu mesma acabei optando por me casar logo, mas hoje percebo que eu poderia ter esperado um pouco mais e explorado mais opções para ficar junto com o meu respectivo sem que, necessariamente, nos casássemos em pouco tempo. Não me arrependo nem um pouco, cada história, cada casal tem todo um contexto para se levar em consideração na hora de decidir se casar ou não, não é só uma questão de visto, papéis e burocracia, muitos fatores culturais pesam na decisão também.

De qualquer forma, na época em que me casei eu não tinha muito conhecimento de histórias de outras brasileiras em relacionamento com estrangeiros, embora houvesse muitas. A maioria dos relatos era relativo a diferenças culturais, dúvidas sobre namoro na internet, coisas mais emocionais, então não houve uma reflexão mais aprofundada de minha parte para considerar opções alternativas para ficarmos juntos sem necessariamente precisar casar. Não que o casamento seja uma necessidade e única opção em casos assim, mas a distância, o fator econômico, por causa dos gastos com passagens para ir e vir e, obviamente, a manutenção física do relacionamento, tudo isso pesa e você acaba mesmo achando que é uma ótima opção. Em muitos casos é mesmo e, felizmente, para mim também foi.

Mas eu acho que adiar um pouco o casamento é super válido, dependendo de seu estado de desespero. Você conhece melhor o seu companheiro, pode avaliar melhor e mais racionalmente se é isso mesmo que você quer, se vai encarar mudar de país e assimilar toda uma cultura que não é sua, longe de família, de amigos, ou então se você está disposta a receber o seu amor estrangeiro aqui, dando todo o suporte necessário para que ele se estabeleça, desde o aspecto monetário até o emocional. Você está preparada para tudo isso?

É uma questão que eu NÃO posso te ajudar a responder, mas posso te ajudar a refletir, dando idéias de alternativas que, se levadas à sério, podem ser ótimas opções. Nem todas são simples e fáceis, mas pelo menos há a possibilidade.

  1. Visto de trabalho para o Brasil – essa opção é, ao meu ver, a mais difícil, porque depende de achar oferta de trabalho no Brasil estando em seu país de origem, ou então uma transferência dentro da própria empresa em que se trabalha. Há muitos estrangeiros trabalhando nesses termos no Brasil, quem sabe um deles não pode ser seu parceiro/você? Mas é preciso muito empenho e dedicação para achar algo;
  2. Trainee – acho essa opção BEM legal. Inclusive eu e meu marido cogitamos essa ideia, mas em virtude das circunstâncias da nossa história, acabou não dando certo. Funciona mais ou menos assim (em linhas bem gerais), se ele é jovem, se está concluindo o ensino superior ou já se formou há, no máximo, uns dois anos, pode procurar agências de intercâmbio especializadas, como a AIESEC (na verdade é uma organização mundial de estudantes, mas prefiro classificar como agência de intercâmbio mesmo, porque facilita a compreensão). Nesse caso, ele entra para a organização, desenvolve alguns projetos e atividades em prol da comunidade de seu país de origem enquanto aguarda uma oportunidade para ser trainee (em sua área de formação) no país e na cidade escolhida. Quanto mais específica a opção, logicamente mais difícil fica para a oportunidade aparecer, mas não é impossível. O período de trainee é em torno de um ano. Para maiores detalhes, verificar diretamente no site da AIESEC. Mas já li relatos de vários estrangeiros que vieram para cá e trabalharam em empresas bem bacanas. É só procurar na internet.
  3. Visto de estudante ou pesquisador – que tal uma pós-graduação ou mestrado no Brasil? Ou os programas PEC-G ou PEC-PG do Governo Federal? É bacana, também, dar uma boa lida nos sites das melhores universidades do país, em especial as públicas, pois sempre há ofertas de programas de intercâmbio bem interessantes (com bolsa auxílio, inclusive) e, geralmente, tais instituições têm muito interesse na bagagem científica e cultural do estrangeiro. Há, também, programas de intercâmbio para aprendizado da língua portuguesa combinado com trabalho voluntário nas comunidades carentes do Brasil. Vale a pena se informar!
  4. Mudança de país – conheço casos de brasileiras que se mudaram para o exterior para ficar mais perto do país de seus amados. É o caso, por exemplo, de mulheres que se tornaram comissárias de bordo. Pessoas nesse ramo têm mais mobilidade e mais chances de ficar indo e vindo do país de seu parceiro. Assim, ele não precisa largar de seu emprego em seu país de origem e você também poderá se focar nesta carreira tão interessante, ganhando um bom dinheiro inclusive, até que se decidam exatamente pelo o que fazer. Também é interessante analisar o mercado de trabalho no país de seu parceiro e tentar uma contratação e mudança custeada pela empresa contratante. Por incrível que pareça, falantes da língua portuguesa são profissionais valorizados em alguns países, dependendo da área de trabalho. Tradução é uma área com bastante oferta, por exemplo.

Enfim, o que quero dizer é o seguinte, se não estiver muito segura para se casar, há outras opções bem sensatas a se considerar e não há necessidade alguma de se casar apenas para agilizar as coisas. Se você tiver alguma outra opção alternativa interessante, por favor, deixe sugestão no campo dos comentários.

Se este post foi útil e esclarecedor, curta e compartilhe! Obrigada!

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